As Umbandas dentro da Umbanda

Como algumas das postagens mais lidas aqui no blog são aquelas ligadas a série de postagens “As Umbandas dentro da Umbanda”, resolvi unificar as informações contidas naquela série e trazê-las para cá, tornando, assim, mais fácil a leitura de vocês, amigos leitores.

Um grande abraço, Renato Guimarães.

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As Umbandas dentro da Umbanda

Após pouco mais de 100 anos de fundação da Umbanda pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, essa religião cresceu e se diversificou, dando origem a diferentes vertentes que têm a mesma essência por base: a manifestação dos espíritos para a caridade.

O surgimento dessas diferentes vertentes é conseqüência do grau com que as características de outras práticas religiosas e/ou místicas foram absorvidas pela Umbanda em sua expansão pelo Brasil, reforçando o sincretismo que a originou e que ainda hoje é sua principal marca.

Embora essa classificação tenha sido elaborada por mim (ela não é fruto de um consenso entre os umbandistas e nem é adotada por outros estudiosos da religião), a mesma revela-se uma forma útil de condensar as diferentes práticas existentes, possibilitando um melhor estudo das mesmas.

Umbanda Branca e Demanda

Outros nomes: É também conhecida como: Alabanda; Linha Branca de Umbanda e Demanda; Umbanda Tradicional; Umbanda de Mesa Branca; Umbanda de Cáritas; e Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Origem: É a vertente fundamentada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, por Pai Antônio e Orixá Malê, através do seu médium, Zélio Fernandino de Morais (10/04/1891 – 03/10/1975), surgida em São Gonçalo, RJ, em 16/11/1908, com a fundação da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.

Foco de divulgação: O principal foco de divulgação dessa vertente é a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.

Orixás: Considera que orixá é um título aplicado a espíritos que alcançaram um elevado patamar na hierarquia espiritual, os quais representam, em missões especiais, de prazo variável, o alto chefe de sua linha. É pelos seus encargos comparável a um general: ora incumbido da inspeção das falanges, ora encarregado de auxiliar a atividade de centros necessitados de amparo, e, nesta hipótese fica subordinado ao guia geral do agrupamento a que pertencem tais centros. Acredita que existam 126 orixás, distribuídos em 06 linhas espirituais de trabalho. Os altos chefes de cada uma dessas seis linhas recebem o nome de um orixá nagô, embora não sejam entendidos como nas tradições africanas, existindo uma forte vinculação deles aos santos católicos.

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá (onde inclui os espíritos que se apresentam como Crianças), de Iemanjá, de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, de Iansã e de Santo ou das Almas (onde inclui as almas recém-desencarnadas, os exus coroados, os exus batizados e as entidades auxiliares).

Entidades: Os trabalhos são realizados principalmente por Caboclos(as), Pretos(as) Velhos(as) e Crianças e não há giras para Boiadeiros, Baianos, Ciganos, Malandros, Exus e Pombagiras.

Ritualística: A roupa branca é a única vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas e pontos riscados nos trabalhos, porém os atabaques não são utilizados nas cerimônias.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “O livro dos espíritos”; “O livro dos médiuns”; “O evangelho segundo o Espiritismo”; e “O Espiritismo, a magia e as sete linhas de Umbanda”.

Umbanda Kardecista

Outros nomes: É também conhecida como: Umbanda de Mesa Branca; Umbanda Branca; e Umbanda de Cáritas.

Origem: É a vertente com forte influência do Espiritismo, geralmente praticada em centros espíritas que passaram a desenvolver giras de Umbanda junto com as sessões espíritas tradicionais. É uma das mais antigas vertentes, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada.

Foco de divulgação: Não existe um foco principal de divulgação dessa vertente na atualidade.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos Orixás nem aos santos católicos.

Linhas de trabalho: Nesta vertente não é utilizada essa forma de agrupar as entidades.

Entidades: Os trabalhos de Umbanda são realizados apenas por Caboclos(as), Pretos(as) Velhos(as) e, mais raramente, Crianças.

Ritualística: A roupa branca é a única vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e não são encontrados o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas e atabaques.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “O livro dos espíritos”; “O livro dos médiuns”; “O evangelho segundo o Espiritismo”; “O céu e o inferno”; e “A gênese”.

Umbanda Mirim

Outros nomes: É também conhecida como: Aumbandã; Escola da Vida; Umbanda Branca; Umbanda de Mesa Branca; e Umbanda de Cáritas.

Origem: É a vertente fundamentada pelo Caboclo Mirim através do seu médium Benjamin Gonçalves Figueiredo (26/12/1902 – 03/12/1986), surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 13/03/1924, com a fundação da Tenda Espírita Mirim.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são: a Tenda Espírita Mirim (matriz e filiais); e o Primado de Umbanda, fundado em 1952.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência de nove Orixás: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Obaluaiê, Iemanjá, Oxum, Iansã e Nanã.

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá, de Iemanjá (onde inclui Iemanjá, Oxum, Iansã, Nanã), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, do Oriente (onde agrupa as entidades orientais) e de Yofá (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).

Entidades: Os trabalhos são realizados principalmente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as) e Crianças e não há giras para Exus e Pombagiras, uma vez que estes últimos não são considerados trabalhadores da Umbanda e sim da Quimbanda.

Ritualística: A roupa branca com pontos riscados bordados é a única vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de fumo, defumadores e a imagem de Jesus Cristo nos trabalhos, porém as guias, velas, bebidas, atabaques e demais imagens não são usados nas cerimônias, havendo o uso de termos de origem tupi para designar o grau dos médiuns nelas.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “Okê, Caboclo”; “O livro dos espíritos”; “O livro dos médiuns”; e “O evangelho segundo o Espiritismo”.

Umbanda Popular

Outros nomes: É também conhecida como: Umbanda Cruzada; e Umbanda Mística.

Origem: É uma das mais antigas vertentes, fruto da umbandização de antigas casas de Macumbas, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada. É a vertente mais aberta a novidades, podendo ser comparada, guardada as devidas proporções, com o que alguns estudiosos da religião identificam como uma característica própria da religiosidade das grandes cidades do mundo ocidental na atualidade, onde os indivíduos escolhem, como se estivessem em um supermercado, e adotam as práticas místicas e religiosas que mais lhe convêm, podendo, inclusive, associar aquelas de duas ou mais religiões.

Foco de divulgação: Não existe um foco principal de divulgação dessa vertente na atualidade, uma vez que não existe uma doutrina comum em seu interior. Entretanto, é a vertente mais difundida em todo o país.

Orixás: Nesta vertente encontra-se um forte sincretismo dos santos católicos com os Orixás, associados a um conjunto de práticas místicas e religiosas de diversas origens adotadas pela população em geral, tais como: rezas, benzimentos, simpatias, uso de cristais, incensos, patuás e ervas para o preparo de banhos de purificação e chás medicinais. Considera a existência de dez Orixás: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Obaluaiê, Iemanjá, Oxum, Iansã, Nanã e Ibejis. Em alguns lugares também são cultuados mais dois Orixás: Ossaim e Oxumaré.

Linhas de trabalho: Existem três versões para as linhas de trabalho nesta vertente:

  • Na mais antiga, são consideradas a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá (onde inclui as Crianças), de Iemanjá (onde inclui Iemanjá, Oxum, Nanã), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô (onde inclui Xangô e Iansã), do Oriente (onde agrupa as entidades orientais) e das Almas (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas);
  • Na intermediária, também são consideradas a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá, de Iemanjá (onde inclui Iemanjá, Oxum, Nanã), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô (onde inclui Xangô e Iansã), das Crianças e das Almas (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas);
  • Na mais recente, são consideradas como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos(as), etc.

Entidades: Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Sereias, Ciganos(as), Exus, Pombagiras, Exus-Mirins e Malandros(as).

Ritualística: Embora a roupa branca seja a vestimenta principal dos médiuns, essa vertente aceita o uso de roupas de outras cores pelas entidades, bem como o uso de complementos (tais como capas e cocares) e de instrumentais próprios (espada, machado, arco, lança, etc.). Nela encontra-se o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais, incensos, pontos riscados e atabaques nos trabalhos.

Livros doutrinários: Esta vertente não possui um livro específico como fonte doutrinária.

Umbanda Omolocô

Outros nomes: É também conhecida como Umbanda Traçada.

Origem: É fruto da umbandização de antigas casas de Omolocô, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada. Começou a ser fundamentada pelo médium Tancredo da Silva Pinto (10/08/1904 – 01/09/1979) em 1950, no Rio de Janeiro, RJ.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são: os noves livros escritos por Tancredo da Silva Pinto; as tendas criadas por seus iniciados; e o livro “Umbanda Omolocô”, escrito por Caio de Omulu.

Orixás: Nesta vertente encontra-se um forte sincretismo dos Orixás com os santos católicos, sendo que aqueles estão vinculados às tradições africanas, principalmente as do Omolocô. Considera a existência de nove Orixás: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Obaluaiê, Iemanjá, Oxum, Iansã e Nanã.

Linhas de trabalho: Considera como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos, etc.

Entidades: Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Falangeiros de Orixá, Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Sereias, Ciganos(as), Exus, Pombagiras e Malandros(as).

Ritualística: Embora a roupa branca seja a vestimenta principal dos médiuns, essa vertente aceita o uso de roupas de outras cores pelas entidades, bem como o uso de complementos (tais como capas e cocares) e de instrumentais próprios (espada, machado, arco, lança, etc.). Nela encontra-se o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais, incensos, pontos riscados e atabaques nos trabalhos. Nesta vertente também são utilizadas algumas cerimônias de iniciação e avanço de grau semelhantes à forma como são realizadas no Omolocô, incluindo o sacrifício de animais.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “A origem de Umbanda”; “As mirongas da Umbanda”; “Cabala Umbandista”; “Camba de Umbanda”; “Doutrina e ritual de Umbanda”; “Fundamentos da Umbanda”; “Impressionantes cerimônias da Umbanda”; “Tecnologia ocultista de Umbanda no Brasil”; e “Umbanda: guia e ritual para organização de terreiros”.

Umbanda Almas e Angola

Outros nomes: É também conhecida como Umbanda Traçada.

Origem: É fruto da umbandização de antigas casas de Almas e Angola, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada.

Foco de divulgação: Não existe um foco principal de divulgação dessa vertente na atualidade, uma vez que não existe uma doutrina comum em seu interior.

Orixás: Nesta vertente encontra-se um forte sincretismo dos Orixás com os santos católicos, sendo que aqueles estão vinculados às tradições africanas, principalmente as do Almas e Angola. Considera a existência de nove Orixás: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Obaluaiê, Iemanjá, Oxum, Iansã e Nanã.

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá, do Povo d’Água (onde inclui Iemanjá, Oxum, Nanã e Iansã), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, das Beijadas (onde agrupa as Crianças) e das Almas (onde inclui Obaluaiê e agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).

Entidades: Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Falangeiros de Orixá, Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Exus e Pombagiras.

Ritualística: Embora a roupa branca seja a vestimenta principal dos médiuns, essa vertente aceita o uso de roupas de outras cores pelas entidades, bem como o uso de complementos (tais como capas e cocares) e de instrumentais próprios (espada, machado, arco, lança, etc.). Nela encontra-se o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais, incensos, pontos riscados e atabaques nos trabalhos. Nesta vertente também são utilizadas algumas cerimônias de iniciação e avanço de grau semelhantes à forma como são realizadas no Almas e Angola, incluindo o sacrifício de animais.

Livros doutrinários: Esta vertente não possui um livro específico como fonte doutrinária.

Umbandomblé

Outros nomes: É também conhecida como Umbanda Traçada.

Origem: É fruto da umbandização de antigas casas de Candomblé, notadamente as de Candomblé de Caboclo, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada. Em alguns casos, o mesmo pai-de-santo (ou mãe-de-santo) celebra tanto as giras de Umbanda quanto o culto do Candomblé, porém em sessões diferenciadas por dias e horários.

Foco de divulgação: Não existe um foco principal de divulgação dessa vertente na atualidade.

Orixás: Nesta vertente existe um culto mínimo aos santos católicos e os Orixás são fortemente vinculados às tradições africanas, principalmente as da nação Ketu, podendo inclusive ocorrer a presença de outras entidades no panteão que não são encontrados nas demais vertentes da Umbanda (Oxalufã, Oxaguiã, Ossain, Obá, Ewá, Logun-Edé, Oxumaré).

Linhas de trabalho: Considera como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos, etc.

Entidades: Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Falangeiros de Orixá, Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Sereias, Ciganos(as), Exus, Pombagiras e Malandros(as).

Ritualística: Embora a roupa branca seja a vestimenta principal dos médiuns, essa vertente aceita o uso de roupas de outras cores pelas entidades, bem como o uso de complementos (tais como capas e cocares) e de instrumentais próprios (espada, machado, arco, lança, etc.). Nela encontra-se o uso de guias, imagens dos Orixás na representação africana, fumo, defumadores, velas, bebidas e atabaques nos trabalhos. Nesta vertente também são utilizadas algumas cerimônias de iniciação e avanço de grau semelhantes à forma como são realizadas nos Candomblés, incluindo o sacrifício de animais, podendo ser encontrado, também, curimbas cantadas em línguas africanas (banto ou iorubá).

Livros doutrinários: Esta vertente não possui um livro específico como fonte doutrinária.

Umbanda Eclética Maior

Outros nomes: Não possui.

Origem: É a vertente fundamentada por Oceano de Sá (23/02/1911 – 21/04/1985), mais conhecido como mestre Yokaanam, surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 27/03/1946, com a fundação da Fraternidade Eclética Espiritualista Universal.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são a sede da fraternidade e suas regionais.

Orixás: Nesta vertente existe uma forte vinculação dos Orixás aos santos católicos, sendo que aqueles foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência de pelo menos nove Orixás: Oxalá, Ogum, Ogum de Lei, Oxóssi, Xangô, Xangô-Kaô, Yemanjá, Ibejês e Yanci, sendo que um deles não existe nas tradições africanas (Yanci) e alguns deles seriam considerados manifestações de um Orixá em outras vertentes (Ogum de Lei/Ogum e Xangô-Kaô/Xangô).

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho, fortemente associadas a santos católicos: de São Jorge (Ogum), de São Sebastião (Oxóssi), de São jerônimo (Xangô), de São João Batista (Xangô-Kaô), de São Custódio (Ibejês), de Santa Catarina de Alexandria (Yanci) e São Lázaro (Ogum de Lei).

Entidades: Os trabalhos são realizados principalmente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), e Crianças.

Ritualística: A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de uma cruz, um quadro com o rosto de Jesus Cristo, velas, porém os atabaques, as guias, as bebidas e fumo não são utilizados nas cerimônias.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “Evangelho de Umbanda”; “Manual do instrutor eclético universal”; “Yokaanam fala à posteridade”; e “Princípios fundamentais da doutrina eclética”.

Aumbhandã

Outros nomes: É também conhecida como: Umbanda Esotérica; Aumbhandan; Conjunto de Leis Divinas; Senhora da Luz Velada; e Umbanda de Pai Guiné.

Origem: É a vertente fundamentada por Pai Guiné de Angola através do seu médium Woodrow Wilson da Matta e Silva, também conhecido com mestre Yapacani (28/06/1917 – 17/04/1988), surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 1956, com a publicação do livro “Umbanda de todos nós”. Sua doutrina é fortemente influenciada pela Teosofia, pela Astrologia, pela Cabala e por outras escolas ocultistas mundiais e baseada no instrumento esotérico conhecido como Arqueômetro, criado por Saint Yves D’Alveydre e com o qual se acredita ser possível conhecer uma linguagem oculta universal que relaciona os símbolos astrológicos, as combinações numerológicas, as relações da cabala e o uso das cores.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são: os noves livros escritos por Matta e Silva; e as tendas e ordens criadas por seus discípulos.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência de sete Orixás: Orixalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Yemanjá, Yori, Yorimá, sendo que dois deles não existem nas tradições africanas (Yori e Yorimá).

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho, que recebem o nome dos Orixás: de Oxalá, de Yemanjá, de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, de Yori (onde agrupa as Crianças) e de Yorimá (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).

Entidades: Os trabalhos são realizados somente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças e Exus, sendo que estes últimos não são considerados trabalhadores da Umbanda e sim da Quimbanda.

Ritualística: A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de guias feitas de elementos naturais, um quadro com o rosto de Jesus Cristo, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais e tábuas com ponto riscado nos trabalhos, porém os atabaques não são utilizados nas cerimônias.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “Doutrina secreta da Umbanda”; “Lições de Umbanda e Quimbanda na palavra de um Preto-Velho”; “Mistérios e práticas da lei de Umbanda”; “Segredos da magia de Umbanda e Quimbanda”; “Umbanda de todos nós”; “Umbanda do Brasil”; “Umbanda: sua eterna doutrina”; “Umbanda e o poder da mediunidade”; e “Macumbas e Candomblés na Umbanda”.

Umbanda Guaracyana

Outros nomes: Não possui.

Origem: É a vertente fundamentada pelo Caboclo Guaracy através do seu médium Sebastião Gomes de Souza (1950 – ), mais conhecido como Carlos Buby, surgida em São Paulo, SP, em 02/08/1973, com a fundação da Templo Guaracy do Brasil.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são os Templos Guaracys do Brasil e do Exterior.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados em relação às tradições africanas, havendo, entretanto, uma ligação dos mesmos com elas. Considera a existência de dezesseis Orixás, divididos em quatro grupos, relacionados aos quatro elementos e aos quatro pontos cardeais: Fogo/Sul (Elegbara, Ogum, Oxumarê, Xangô), Terra/Oeste (Obaluaiê, Oxóssi, Ossãe, Obá), Norte/Água (Nanã, Oxum, Iemanjá, Ewá) e Leste/Ar (Iansã, Tempo, Ifá e Oxalá).

Linhas de trabalho: Considera como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos, etc.

Entidades: Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Ciganos(as), Exus e Pombagiras.

Ritualística: Roupas coloridas (na cor do Orixá) são a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de guias, fumo, defumadores, velas e atabaques nos trabalhos, porém não são utilizadas imagens e bebidas nas cerimônias.

Livros doutrinários: Esta vertente não possui um livro específico como fonte doutrinária.

Umbanda dos Sete Raios

Outros nomes: Não possui.

Origem: É a vertente fundamentada por Ney Nery do Reis (Itabuna, (26/09/1929 – ), mais conhecido como Omolubá, e por Israel Cysneiros, surgida no Rio de Janeiro, RJ, em novembro de 1978, com a publicação do livro “Fundamentos de Umbanda – Revelação Religiosa”

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são as obras escritas por Omolubá e as tendas criadas por seus discípulos.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados em relação às tradições africanas. Considera a existência de doze Orixás, divididos em sete raios: 1º raio, Iemanjá e Nanã; 2º raio, Oxalá; 3º raio, Omulu; 4º raio, Oxóssi e Ossãe; 5º raio, Xangô e Iansã; 6º raio, Oxum e Oxumaré; e 7º raio, Ogum e Ibejs.

Linhas de trabalho: Considera como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos, etc.

Entidades: Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Orientais, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Ciganos(as), Pilintras, Exus e Pombagiras.

Ritualística: Embora a roupa branca seja a vestimenta principal dos médiuns, essa vertente aceita o uso de roupas de outras cores pelas entidades, bem como o uso de complementos (tais como capas e cocares) e de instrumentais próprios (espada, machado, arco, lança, etc.). Nela encontra-se o uso de guias, imagens de entidades, fumo, defumadores, velas, bebidas, pontos riscados e atabaques nos trabalhos.

Livros doutrinários: Esta vertente possui os seguintes livros e periódicos como fonte doutrinária: “ABC da Umbanda: única religião nascida no Brasil”; “Almas e Orixás na Umbanda”; “Cadernos de Umbanda”; “Fundamentos de Umbanda: revelação religiosa”; “Magia de Umbanda: instruções religiosas”; “Manual prático de jogos de búzios”; “Maria Molambo: na sombra e na luz”; “Orixás, mitos e a religião na vida contemporânea”; “Pérolas espirituais”; “Revista Seleções de Umbanda”; “Tranca Ruas das Almas: do real ao sobrenatural”; “Umbanda, poder e magia: chave da doutrina”; e “Yemanjá, a rainha do mar”.

Aumpram

Outros nomes: É também conhecida como: Aumbandhã; e Umbanda Esotérica.

Origem: É a vertente fundamentada por Pai Tomé (também chamado Babajiananda) através do seu médium, Roger Feraudy (1923 – 22/03/2006), surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 1986, com a publicação do livro “Umbanda, essa desconhecida”. Esta vertente é uma derivação da Aumbhandã, das quais foi se distanciando ao adotar os trabalhos de apometria e ao desenvolver a sua doutrina da origem da Umbanda: considera que esta religião surgiu a 700.000 anos em dois continentes míticos perdidos, Lemúria e Atlântida, que teriam afundado no oceano em um cataclismo planetário. Nestes continentes, os terráqueos teriam vivido junto com seres extraterrestres, os quais teriam ensinado aqueles sobre o Aumpram, a verdadeira lei divina.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são: os livros escritos por Roger Feraudy; e as tendas e fraternidades criadas por seus discípulos.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência dos 7 Orixás da Umbanda Esotérica (Oxalá, Yemanjá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Yori e Yorimá) e mais Obaluaiê, o qual consideram o Orixá oculto da Umbanda.

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho, que recebem o nome dos 7 Orixás: de Oxalá, de Yemanjá, de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, de Yori (onde agrupa as Crianças) e de Yorimá (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).

Entidades: Os trabalhos são realizados somente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças e Exus, sendo que estes últimos não são considerados trabalhadores da Umbanda e sim da Quimbanda.

Ritualística: A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso da imagem de Jesus Cristo, fumo, defumadores, velas, cristais e incensos nos trabalhos, porém as guias e os atabaques não são utilizados nas cerimônias.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “Umbanda, essa desconhecida”; “Erg, o décimo planeta”; “Baratzil: a terra das estrelas”; e “A terra das araras vermelhas: uma história na Atlântida”.

Ombhandhum

Outros nomes: É também conhecida como: Umbanda Iniciática; Umbanda de Síntese; e Proto-Síntese Cósmica.

Origem: É a vertente fundamentada pelo médium Francisco Rivas Neto (1950 – ), mais conhecido como Arhapiagha, surgida em São Paulo, SP, em 1989, com a publicação do livro “Umbanda: a proto-síntese cósmica”. Esta vertente começou como uma derivação da Umbanda Esotérica, porém aos poucos foi se distanciando cada vez mais dela, conforme ia desenvolvendo sua doutrina conhecida como movimento de convergência, que busca um ponto de convergência entre as várias vertentes umbandistas. Nela existe uma grande influência oriental, principalmente em termos de mantras indianos e utilização do sânscrito, e há a crença de que a Umbanda é originária de dois continentes míticos perdidos, Lemúria e Atlântida, que teriam afundado no oceano em um cataclismo planetário.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são: o livro “Umbanda: a proto-síntese cósmica”; a Faculdade de Teologia Umbandista, fundada em 2003; o Conselho Nacional da Umbanda do Brasil, fundado em 2005; e as tendas e ordens criadas pelos discípulos de Rivas Neto.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência dos 7 Orixás da Umbanda Esotérica, associados, cada um deles, a mais um Orixá, de sexo oposto, formando um casal: Orixalá-Odudua, Ogum-Obá, Oxóssi-Ossaim, Xangô-Oyá, Yemanjá-Oxumaré, Yori-Oxum, Yorimá-Nanã. Por esta associação nota-se que alguns Orixás tiveram seu sexo modificado em relação a tradição africana (Odudua e Ossaim).

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho, que recebem o nome dos Orixás principais do par: de Oxalá, de Yemanjá, de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, de Yori (onde agrupa as Crianças) e de Yorimá (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).

Entidades: Os trabalhos são realizados somente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças e Exus, sendo que estes últimos não são considerados trabalhadores da Umbanda e sim da Quimbanda.

Ritualística: A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras de Umbanda e a roupa preta, associada ao vermelho e branco, nas de Exu, sendo admitidos o uso de complementos por sobre a roupa dos médiuns, tais como cocares de caboclos. Nela encontra-se o uso de guias, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais, atabaques  e tábuas com ponto riscado nos trabalhos.

Livros doutrinários: Esta vertente usa o seguinte livro como principal fonte doutrinária: “Umbanda: a proto-síntese cósmica”.

Umbanda Sagrada

Outros nomes: Não possui.

Origem: É a vertente fundamentada por Pai Benedito de Aruanda e pelo Ogum Sete Espadas da Lei e da Vida, através do seu médium Rubens Saraceni (1951 – ), surgida em São Paulo, SP, em 1996, com a criação do Curso de Teologia de Umbanda. Sua doutrina procura ser totalmente independente das doutrinas africanistas, espíritas, católicas e esotéricas, pois considera que a Umbanda possui fundamentos próprios e independentes dessas tradições, embora reconheça a influências das mesmas na religião.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são: o Colégio de Umbanda Sagrada Pai Benedito de Aruanda, fundado em 1999; o Instituto Cultural Colégio Tradição de Magia Divina, fundado em 2001; a Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de São Paulo, fundada em 2004; os livros escritos por Rubens Saraceni; o Jornal de Umbanda Sagrada editado por Alexandre Cumino; o programa radiofônico Magia da Vida; e os colégios e tendas criadas por seus discípulos.

Orixás: Nesta vertente os adeptos podem realizar o culto aos santos católicos da maneira que melhor lhes convier e os Orixás são entendidos como manifestações de Deus que ocorreram sobre diferentes nomes em diferentes épocas, sendo reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência de catorze Orixás agrupados como casais em sete tronos divinos: Oxalá e Logunan (Trono da Fé); Oxum e Oxumaré (Trono do Amor); Oxóssi e Obá (Trono do Conhecimento); Xangô e Iansã (Trono da Justiça); Ogum e Egunitá (Trono da Lei); Obaluaiê e Nanã (Trono da Evolução); e Iemanjá e Omulu (Trono da Geração). Os sete primeiros de cada par são chamados Orixás Universais, responsáveis pela sustentação das ações retas e harmônicas, e os outros sete, Orixás Cósmicos, responsáveis pela atuação corretiva sobre as ações desarmônicas e invertidas, sendo que alguns deles seriam considerados manifestações do mesmo Orixá nas tradições africanas (Obaluaiê/Omulu e Iansã/Egunitá).

Linhas de trabalho: Considera como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos, etc.

Entidades: Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Sereias, Povo(s) do Oriente, Ciganos(as), Exus, Pombagiras, Exus-Mirins e Malandros(as).

Ritualística: A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de guias, fumo, defumadores, velas, bebidas, atabaques, imagens e pontos riscados nos trabalhos.

Livros doutrinários: Esta vertente usa toda a bibliografia publicada por Rubens Saracen, tendo os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “A evolução dos espíritos”; “A tradição comenta a evolução”; “As sete linhas de evolução”; “As sete linhas de Umbanda: a religião dos mistérios”; “Código de Umbanda”; “Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada”; “Formulário de consagrações umbandistas: livro de fundamentos”; “Hash-Meir: o guardião dos sete portais de luz”; “Lendas da criação: a saga dos Orixás”; “O ancestral místico”; “O código da escrita mágica simbólica”; “O guardião da pedra de fogo: as esferas positivas e negativas”; “O guardião das sete portas”; “O guardião dos caminhos: a história do senhor Guardião Tranca-Ruas”; “Orixá Exu-Mirim”; “Orixá Exu: fundamentação do mistério Exu na Umbanda”; “Orixá Pombagira”; “Orixás: teogonia de Umbanda”; “Os arquétipos da Umbanda: as hierarquias espirituais dos Orixás”; “Os guardiões dos sete portais: Hash-Meir e o Guardião das Sete Portas”; “Rituais umbandistas: oferendas, firmezas e assentamentos”; e “Umbanda Sagrada: religião, ciência, magia e mistérios”.

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Abaixo segue a versão gráfica, simplificada, das vertentes acima descritas, de acordo com seu surgimento, bem como uma possível fonte de interrelacionamento entre elas. As vertentes foram, ainda, relacionadas à antiga nomenclatura usada para diferenciar os tipos de Umbanda, que são:

  • Umbanda Branca – agrupa as Umbandas que seguem uma doutrina mais próxima do espiritismo-catolicismo, utilizando inclusive os livros da doutrina espírita como fonte doutrinária, onde os médiuns se vestem apenas de branco e onde não há uso de atabaque, não há gira para Exus, Pombagiras, Malandros e quaisquer entidades quimbandeiras e não há uso de sacrifícios de animais;
  • Umbanda Branca Esotérica – caso particular das Umbandas Brancas, pois além de possuírem as características acima, também fazem uso de práticas consideradas de cunho esotérico-ocultista (cristais, numerologia, mantras, meditação, etc);
  • Umbanda Cruzada – contração da antiga expressão Umbanda cruzada com Quimbanda, agrupa as Umbandas onde, além das giras para as entidades da Umbanda, também ocorre gira para as entidades que originalmente faziam parte apenas da Quimbanda (Exus, Pombagiras, Malandros e outras entidades quimbandeiras), caso nos quais os médiuns eram autorizados a usar roupas escuras (especialmente a preta) para incorporar essas entidades e era normal fecharem o Gongá com uma cortina durante o trabalho deles, sendo possível encontrar nessas Umbandas a prática do sacrifício de animais para oferendar as entidades quimbandeiras;
  • Umbanda Traçada – um caso particular da Umbanda Cruzada, seu nome é uma contração da antiga expressão Umbanda Cruzada Traçada com Candomblé, pois agrupa as Umbandas Cruzadas que possuem doutrinas, ritos e práticas originários das tradições africanas, principalmente aquelas oriundas dos diversos Candomblés, sendo possível encontrar, dentro delas, a prática do sacrifício de animais para os Orixás;
  • Umbanda Esotérica – um caso particular da Umbanda Cruzada, seu nome é uma contração da antiga expressão Umbanda Cruzada Esotérica, pois agrupa as Umbandas Cruzadas que também fazem uso de práticas consideradas de cunho esotérico-ocultista (cristais, numerologia, mantras, meditação, etc).

Importante ressaltar que a posição das vertentes no gráfico não possui nenhuma relação com questões de hierarquia superior ou inferior entre elas: foi apenas para facilitar a visualização das informações ali contidas.

"Esta imagem pertence ao Blog Registros de Umbanda"

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43 opiniões sobre “As Umbandas dentro da Umbanda”

  1. Adriana disse:

    Bom dia Renato

    Por acaso você já ouviu falar em uma umbanda chamada bantu-amerindio? Tem terreiros deste culto em cachoeiras de macacu, magé, teresópolis, rio de janeiro…. Por acaso você conhece alguém que seja deste culto?

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, Adriana.
      Olha, infelizmente nunca ouvi, não, embora, para mim, a Umbanda tenha sido formada, entre outras coisas, por um sincretismo banto-ameríndio-católico-espírita.
      Abs, Renato.

      • gabriel disse:

        exeste um livro llamado.. humbanda de todos nois… que explica que o termo humbanda… e de uma lingua primitiva a primeira.. de tudas… que da pra explicar. que ensi.. exeste uma conexao superior. alem de cualker culto africano.. espirita.. ou que seja…

      • Renato Guimarães disse:

        Olá, Gabriel.
        Só um detalhe quando a definição dada no livro “Umbanda de Todos Nós”: ela é aceita pela Aumbhandã, fundamentada pelo senhor Matta e Silva, pelo Ombhandhum, fundamentado pelo senhor Rivas Neto, e por alguns terreiros de Umbanda Popular. As demais vertentes, incluindo muitos terreiros de Umbanda Popular, não aceitam essa definição.
        Abs, Renato.

    • daniel antunes moreira disse:

      sim conheço uma irmâ deste seguimento

  2. Adriana disse:

    Olá Renato
    O seu blog é maravilhoso, excelente contribuição para a nossa religião!!!
    Gostaria de saber se você conhece a linha bantu-amerindio que existe em Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu, Magé, Petrópolis.
    Seria bom que outras pessoas conhecessem esta linha e pudessem me das maiores informações!
    Adriana

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, Adriana.
      Obrigado pelas palavras de elogio.
      Olha, infelizmente nunca ouvi, não, embora, para mim, a Umbanda tenha sido formada, entre outras coisas, por um sincretismo banto-ameríndio-católico-espírita.
      Abs, Renato.

      • MRodrigues disse:

        Renato,
        Hj em dia seria interessante incluir neste sincretismo (não sei se esta é a melhor palavra), a influência do orientalismo, ou seja, de religiões e cultos desta região?

      • Renato Guimarães disse:

        Olá, MRodrigues.
        Sim, o orientalismo faz parte desse sincretismo, não como originador, mas como parte do processo de contínua reconstrução sincrética da Umbanda.
        Observe que a Umbanda Popular, a Aumbhandã, a Aupram e a Umbanda de Síntese são abertas a essas influências e já absorveram algumas de suas práticas (mantras, uso de incenso, uso de cristais, etc, dependendo da vertente). Mais do que isso, infelizmente, não tenho conhecimento, até o momento.
        Grande abraço, Renato.

    • daniel disse:

      Adriana, sou de Nova Friburgo e faço parte do culto bantu amerindio, se puder ajudar, me escreva, daniel.califfa@hotmail.com

  3. dentre todas a umbanda por vc pronunciadas eu conheço todas !tenho uma casa que cultua a umbanda popular…eu amo minha religião estou desde 1991 cultuando a umbanda e faço de coração …..tenho muita fé !primeiro em Deus e depois nos orichas que até aqui tem me dado muito aché para prosseguir com o corpo mediunico que freguenta a casa !!,parabens vc está fasendo um ótimo trabalho que DEUS CONTINUE TE ILUMINANDO aché.

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, Yreni.
      Obrigado pelas palavras de elogio! 😀
      Abs, Renato.

  4. Nilton José Coelho Neto disse:

    Sobre Umbanda de Almas e Angola: Ela é muito expressiva em Santa Catarina, surgiu no Rio de Janeiro, através do terreiro do Pai Luis D´angelo, mas hoje sobrevivi praticamente só em Santa Catarina. O escritor Giovani Martins escreve livros sobre esta Umbanda, é só procurar no google.

  5. MRodrigues disse:

    Sobre “Aumbandã”, faço parte da Tenda Espírita Mirim há quase 20 anos, 15 dos quais na própria Matriz junto ao Sr. Mirim, filho de Sr. Benjamin. Confesso jamais ter ouvido de nosso Comandante ou de qq membro este termo ou quaisquer dos demais, com exceção de Escola da Vida. Assim também como jamais ouvi qualquer sinalização sobre a doutrinação através dos livros citados.

    Gostaria muito de saber qual a fonte dessas informações.

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, M Rodrigues.
      O termo Aumbandã foi proposto como o verdadeiro nome da Umbanda pelo senhor Diamantino Coelho Fernandes, um dos representantes da Tenda Espírita Mirim no 1º Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda, em 1941, quando aquele apresentou o tema “O Espiritismo de Umbanda na evolução dos povos: fundamentos históricos e filosóficos”.
      Quanto aos livros citados, duas origens. Os livros espiritas (kardecistas) escritos por Allan Kardec eram usados no início da TEM, parte por conta da família Figueiredo ter sido espírita até 1920, parte por influência da TENSP, que os usa como fonte doutrinária até hoje, tenda da qual descende a TEM (maiores detalhes leia a matéria aqui do blog “Revendo a história do início da Umbanda”). O livro “Okê, Caboclo”, escrito por Benjamim, contem ensinamentos doutrinários do próprio Caboclo Mirim.
      Pelo que você escreveu, a TEM já deixou de utilizar essas fontes faz tempos. Não sei se o abandono desses materiais foi determinação do Caboclo Mirim (como foi a mudança das Sete Linhas, do formato do Caboclo das Sete Encruzilhdas para o formato de Lourenço Braga) ou não. Se tiver sido, por gentileza, me avise que atualizo a descrição dessa vertente. Caso não tenha sido, peço para também me informar, pois tb teria que atualizar essa vertente, já que a TEM não seria mais o seu principal foco divulgador.
      Abs, Renato.

  6. MRodrigues disse:

    É sabido que houve a sugestão desta denominação, porém, até onde sei ela não foi aceita e não é usada lá na TEM. Sobre os livros e demais informações acredito que o mais correto seja vc conversar diretamente com o Sr. Mirim, que antes de mais nada é o responsável legal pela casa, ou a quem ele indicar. Assim, terá a informação oficial o que torna mais confiável.

    Aliás, isso seria o mais indicado para todos os casos.

    Abraços.

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, M Rodrigues.
      Observe que o nome Aumbandã foi, sim, aceito no congresso que mencionei mais acima, mas parece que não emplacou, por motivos que desconheço. Você saberia responder o pq a TEM abandonou o seu uso, mesmo tendo proposto aquele nome?
      Observe que o tópico não trata especificamente da TEM, mas sim da vertente que foi fundamentada pelo Caboclo Mirim. Sei que esta surge daquela, mas não significa que a TEM tenha que seguir aquela vertente eternamente, nem que esta vertente esteja eternamente pressa ao que a TEM faz.
      Você pode até não concordar, mas eu considero que o Primado de Umbanda, criado por ordem do Caboclo Mirim como orgão de difusão de seus ensinamentos e de formação iniciática e sacerdotal aos chefes dos terreiros filiados a ele, é o principal porta-voz dessa vertente, salvo disposição em contrário do próprio Primado.
      Aproveitando que você despertou minha curiosidade sobre a doutrina e o ritual da TEM nos dias de hoje, gostaria de saber se você poderia me passar o e-mail do Sr. Mirim para que eu pudesse entrar em contato com ele e identificar as mudanças da TEM ao longo desses anos, em especial se ele sabe o motivo do pq o Caboclo Mirim ter optado por não seguir a Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas e criado uma vertente própria.
      Abs, Renato.

      • JORGE MATTOSO disse:

        Olá
        Eu gostaria de obter o e-mail de Renato Guimarâes.
        Grato
        Jorge Mattoso
        Assessor da CEUB

      • Renato Guimarães disse:

        Olá, Jorge.
        Você pode falar comigo aqui mesmo nesse espaço de comentários.
        Abs, Renato.

  7. Kauane Caroline Chagas Duarte disse:

    Olá, li pela primeira vez e simplismente ameei seu blog. Nasci dentro da Umbanda, e participo da corrente desde meus onze anos(hoje tenho 17). Muito obrigada por me dar a oportunidade de aprender mais sobre essa religião que eu amo tanto. Obrigada também por esclarecer pra pessoas preconceituosas que a Umbanda não é “do demonio”, como muitos dizem, e sim , é PAZ E AMOR!!
    Kauane Duarte, Pelotas, RS

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, Kauane.
      Muito obrigado pelos elogios! São coisas assim que nos estimulam a continuar pesquisando e escrevendo aqui no blog. 😀
      Abraços, Renato.

  8. ALEXANDRE disse:

    Renato,
    como posso entrar em contato com voce diretamente?

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, Alexandre.
      Vc já está entrando em contato diretamente comigo, aqui pelos comentários.
      Abraços, Renato.

  9. ALEXANDRE disse:

    Desculpe Renato, eu não fui claro, eu gostaria de um e-mail seu para contato, seria possivel?
    obrigado

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, Alexandre.
      Nós preferimos trocar ideias e visões aqui mesmo nos comentários do blog, a fim de que possamos enriquecer os debates, compartilhando aquelas com o maior número de pessoas.
      Por isso, pergunto: qual é o assunto que você gostaria de conversar comigo, que não pode ser tratado aqui mesmo nos comentários do blog?
      Abs, Renato.

  10. lucino pereira nogueira disse:

    ola meu amigo vc falam tom bem da umbanda sera gue vc poderia me endicar um terreiro gue o pai de santo nao faz mal pra as pessoas .porgue aue so tem guimbandeiro fazedor de mal as pessoas .sou de matozinhos minas gerais .um forte abraço a todos.

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, Lucino.
      Como escrevemos no Post-Scriptum (PS) lá em cima, nós não indicamos terreiros, por política interna ao blog. Esperamos que compreenda.
      Abs, Renato.

  11. Daniel disse:

    Estimado Renato,

    Estoy realizando un documental para TV desde Argentina sobre la “Historia de la Umbanda”. Visitaré Brasil durante 2013 para filmar y realizar entrevistas. Me gustaría contar contigo para desarrollar el mismísimo guión de este documental, si te parece de interés! Podríamos hacer una versión en portugués, una en español y otra en inglés! El documental sería acompañado por un libro con material científico de antropología cultural y sociología de la religión, aportado por varios investigadores! TE FELICITO POR ESTE BLOG, ES MAGNIFICO! Si te interesa el proyecto, por favor, házmelo saber! Leo bien el portugués, solo que no me animo a escribirlo! Saludos, Daniel

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, Daniel.
      Antes de mais nada, obrigado pelos elogios ao blog! São coisas assim que nos dão estímulos a continuarmos pesquisando e divulgando o resultado aqui.
      Sem problema em escrever em espanhol, já que eu leio bem em sua lingua. Só não vou me atrever a escrever em espanhol rs…
      Olha, será um prazer em ajudá-lo nesse documentário, se é que poderei contribuir com algo. Acho que o Eder também ficará bastante interessado nesse trabalho e acredito que também queira contribuir com ele (e o Eder tem muito mais condições de falar sobre a Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas do que eu). Vou comentar com ele a respeito.
      E obrigado por nos convidar a participar do mesmo! 😀
      Abs, Renato.

      • Daniel disse:

        Estimado Renato, antes que nada gracias por su pronta y positiva respuesta! Me falto decirle que este documental sobre Umbanda, carece de fines de lucro, es un aporte a la clarificación de la Umbanda, para que todo mundo sepa lo que la Umbanda es, contada por los propios umbandistas! Tenemos un presupuesto algo escaso, por lo que pediremos la colaboración de la comunidad umbandista para ayudarnos a grabar el programa tratando de no encarecerlo! Seguramente, haremos una recorrida en automóvil desde Porto Alegre a San Pablo y Río de Janeiro! Uds. ya tienen mi e-mail privado, cuando lo consideren podemos comenzar a conversar del tema! FELIZ 2013!!!

      • Renato Guimarães disse:

        Olá, Daniel.
        De nada! 😀
        Ok, mas antes de começar, já pensou o que você quer dizer com clarificación de la Umbanda? Eu imagino que essa seja uma tarefa hercúlea, já que cada terreiro é praticamente uma Umbanda única, diferente de todas as demais. Só para montar essa página eu gastei uns 6 meses e tenho certeza, absoluta, que deixei muita coisa de fora.
        Talvez seja melhor reduzir o escopo do seu trabalho, pq se vc visitar terreiros ao longo do caminho que você fará no Brasil, você verá Umbandas muito diferentes uma da outra.
        Comentarei com o Eder a respeito.
        Abs, Renato.

  12. Lucas disse:

    Boa noite
    estava lendo seu blog e maravilhoso só queria te parabenisar pelo seu otimo conhecimento e por doar toda essa liturgia essa riqueza de conhecimentos obrigado

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, Lucas.
      Muito obrigado pelos elogios!
      Abs, Renato.

  13. Cristiane disse:

    Renato,
    boa noite. Parabéns pelas informações postadas em seu blog. Por favor, poderia explicitar-me mais sobre a umbanda de mesa?
    Agradeço-lhe antecipadamente.
    Abs,
    Cristiane

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, Cristiane.
      Antes de mais nada, muito obrigado pelos elogios ao blog. 😀
      Geralmente, sobre o nome dessa tipologia (Umbanda de Mesa) são encontrados terreiros de 03 vertentes (Umbanda Branca e Demanda, Umbanda Kardecista e Umbanda Mirim) que como está aqui mesmo descrito, guardam diferenças ritualísticas e doutrinárias.
      É difícil explicitar mais do que já se encontra aqui nessa postagem, na descrição dessas 03 vertentes, pois não existe uma formatação padrão seguida pelos terreiros desse tipo de Umbanda.
      Espero ter ajudado.
      Abs, Renato.

  14. Cristiane disse:

    Renato,
    Obrigada pelo retorno.

    Um grande abraço,
    Cristiane

  15. Marcos Antônio Alcântara disse:

    Achei tudo muito esclarecedor. eu particularmente faço parte da Umbanda na minha cidade Natal e a chamamos de Umbanda mesmo, ela se enquadra na maioria das ramificações da Umbanda apresentada aqui. Cultuamos todos os Orixás e trabalhamos com Caboclos, Pretos velhos Erês e Exus. Vestimos branco na festas de Santos, e ou cada um com a cor do seu Orixá, e vestimos estampados também e roupas de acordo com as entidades. Utilizamos tempero, marrafo, sangria, atefunfun, pau preto, consola corno, pólvora, pemba, etc. Fazemos as giras, com elus, atabaques e também fazemos mesas brancas, mesas rasteiras, mesas das águas, etc. Nossa religião é sincretista, e diversificada nos costumes que enreda todas as outras. Somos tradicionais no sentido de sacrificar animais, fazermos oferendas nas matas(respeitando sempre a natureza para não a poluirmos), Nossa religião é politeísta no sentido em que cada Orixá é um semideus, tendo como Deus maior que nós chamamos Zambi e nas outras religiões é Deus, Jeová, Alá, etc. O seu filho Oxalá, que nas demais é Jesus Cristo, etc. Também vamos de vez em quando às missas e respeitamos muito todas as religiões, por isso não as atacamos e quando um dos nossos passa para outra religião nós lhes damos toda a força e desejamos que ele seja bem feliz.

  16. Carlos R.F.Branco disse:

    Olá Renato

    Gostaria de parabenizar pelo texto, Umbanda dentro da Umbanda.
    O que me leva a lhe escrever, tenho um grupo que me questiona em referencia a hitoria da Umbanda, e suas vertentes.
    Pergunto, Poderia usar seu texto como material de estudo

    abs, Carlos Branco.

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, Carlos.
      Antes de mais nada, obrigado pelas palavras de elogio ao texto.
      Como eu escrevi lá em cima, à direita, na parte de Direitos Autorais, você pode usar, sim, bastando citar como fonte a página aqui do blog.
      Abs, Renato.

  17. wilson disse:

    voce ja ouviu falar na mesa branca dos dez mandamentos da santissima trindade. pois e passada pelos meus ancestrais vindo das cenzalas ate hoge.sou o que podese dizer a mistura de varias etnias. a crenca e a fe para mim e tudo. mas eu fui no terreiro de humbanda e notei algumas semelhancas , mas nao cultuo orixas mas sim correntes com nomes parecidos. como corrente africana., corrente de sao jorge., correntede joana dark., corrente indiana., corrente das almas.,corrente das onze virgens., assim me foi passado pelos meus pais e pelos pais de meus pais desde muitos tempo. sei que originou na africa. mas tem tendencia europeia, talves pela miscigenacao qye houve no brasil.

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, Wilson.
      Não, não conhecia essa tradição.
      De que parte do Brasil você é?
      Abs, Renato.

  18. alan duarte marqui disse:

    Renato, parabéns pela iniciativa. O site é um dos poucos que possuem coerência ao falar de nossa amada Umbanda. Percebe-se que o senhor é um pesquisador de se tirar o chapéu para o assunto Umbanda(Certo de que seremos eternos aprendizes nos mistérios da Umbanda).
    Um abraço.

    • Renato Guimarães disse:

      Olá, Alan.
      Muito obrigado pelas palavras de elogio! São coisas assim que nos dão estímulos a continuarmos pesquisando e escrevendo aqui no blog. 😀
      Abs, Renato.