Ganhou uma notável repercussão a notícia da escolha do filme “Lula, o filho do Brasil” como representante do país no Oscar 2011, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro .Em partes pela  crítica negativa que veio justamente por causa de uma pesquisa feita no site do Minc (Ministério da Cultura) onde o filme de roteiro espírita, “Nosso Lar”, ganhou 77% da preferência contra 1% do filme escolhido para representar o país no evento.Como publicou a Folha de S. Paulo no decorrer da semana, para os internautas e alguns críticos de cinema a escolha pareceu injusta e tendenciosa demais, numa época em que o país todo se volta para as eleições em outubro.

(ver http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/804512-internautas-que-votaram-em-nosso-lar-se-revoltam-com-escolha-de-lula-para-oscar.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/803798-cineastas-criticam-escolha-de-lula-o-filho-do-brasil-para-concorrer-a-vaga-no-oscar.shtml)

Para a minha surpresa, recebi um e-mail com a carta enviada pelo deputado umbandista  Átila Nunes Neto  ao ministro da cultura protestando contra a escolha do júri que aparentemente não levou em consideração a opinião pública como critério para a escolha do filme, gerando um ar de contra-senso e antipatia.

Particularmente, como umbandista sinto a perda de uma oportunidade única de divulgação da religiosidade brasileira: a crença na reencarnação e na imortalidade do espírito.Espero que outras oportunidades igualmente importantes apareçam no futuro próximo.

Segue o conteúdo da carta:

Carta aberta ao Ministro da Cultura diante da injustiça com o filme de tema espírita “Nosso Lar”

Senhor Ministro de Estado da Cultura Juca Ferreira

É do conhecimento da maioria da população brasileira o sucesso absoluto de filmes de fundo espírita como “Chico Xavier” e “Nosso Lar”.
Milhões de brasileiros, espíritas ou não, foram atraídos aos cinemas. O filme “Nosso Lar” ultrapassou a casa dos 2.000.000 de espectadores em cerca de duas semanas de exibição. Um sucesso absoluto. Recorde nacional.
O Ministério da Cultura decidiu abrir uma votação pública para a escolha do filme brasileiro a ser indicado para concorrer ao prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar 2011. O internauta poderia opinar na escolha do longa metragem que representaria o Brasil em Hollywood.
O ganhador em indicações foi o filme com tema espírita “Nosso Lar”, com 88.894 indicações (70%) para ser indicado ao Oscar como representante do Brasil. O filme “Lula, filho do Brasil”, com apenas 1.646 votos  (1%) foi um dos que recebeu menos indicações por parte dos internautas no site oficial do Ministério.
A garantia do Ministério da Cultura, contudo, de levar em consideração a opinião popular não foi cumprida: neste último dia 23 de setembro,  quinta-feira, a Comissão de Seleção Oficial do Oscar de sua Pasta escolheu o filme “Lula, o Filho do Brasil”, filme que teve apenas 1% dos votos do público.
Senhor Ministro, a Comissão de Seleção Oficial do Oscar do Ministério da Cultura cometeu várias injustiças.
Injustiça com 70% dos internautas que acessaram o site de sua Pasta e que indicaram o filme com tema espírita “Nosso Lar” para concorrer ao Oscar.
Injustiça com os profissionais que atuam na indústria cinematográfica brasileira.
Injustiça em utilizar critérios políticos, ao em vez de meritórios.
E sobretudo, a Comissão de Seleção Oficial do Oscar     do Ministério da Cultura cometeu um gravíssimo desrespeito aos que acreditavam que a Cultura nacional, quando recebesse atenção do governo, seria preservada de influências político-partidárias.
Senhor Ministro, intervenha na estapafúrdia e desrespeitosa decisão da Comissão de Seleção Oficial do Oscar  instituída pelo no seu Ministério. Aja contra essa injustiça, para que Vossa Excelência também não se torne um injusto.
Nossa indignação não é motivada pela nossa fé. É motivada por vermos critérios políticos esmagarem o trabalho profissional dos responsáveis pelo “Nosso Lar”. Por esmagarem a vontade da maioria da população. Por esmagarem a honestidade e o bem.
Não permita, Senhor Ministro, que essa injustiça de se preterir um sucesso autêntico de bilheteria, semeie no coração de todos nós a crença de que de nada vale o talento. Essa decisão apequena seu trabalho e mancha sua reputação.
Lembrando o espírito São Luis: “calar diante dos erros quando se pode ajudar é omissão. Silenciar diante do mal é compactuar com ele”.

Atenciosamente

ÁTILA NUNES NETO

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