Hoje é dia de festa aqui no subúrbio do Rio de Janeiro: dia da criançada acordar cedo e sair à rua atrás dos doces de Cosme e Damião, voltando para casa com sacolas (sacolas, porque sempre dá para encher mais de uma!) cheias de saquinhos contendo cocadas, maria-mole, doce-de-leite, balas, pirulitos, paçoca, doce de abóbora, etc.

Embora a prática esteja diminuindo aqui por essas bandas, ainda existem inúmeros terreiros e particulares que nessa data distribuem saquinhos de doces com a imagem estampada dos Santos Cosme e Damião.

Lembro como se fosse ontem das inúmeras vezes que me reunia com os amigos e saía a rua atrás de doce nessa data (sempre faltei a aula nesse dia) e voltava para casa no fim da tarde com a mochila abarrotada de saquinhos de Cosme e Damião (o almoço desse dia eram os doces mesmo).

A noite, como bom integrante de família umbandista do subúrbio carioca que eu sou, era hora de ir para a gira de ibeijada no terreiro comer doce junto com as entidades (nessa época eu me importava muito mais com os doces do que com os conselhos das entidades rs…)

No dia seguinte, antes de ir para a aula (eu estudava a tarde) era hora de dividir os doces nas bacias: a dos doces bons que ainda não tinham sido devorados (mas eram devorados ainda nesse dia mesmo); a dos doces mais ou menos, que ficavam lá por umas duas semanas; e a dos doces que eu não gostava (geralmente balas e aqueles doce rosa e amarelo de sei-lá-o-que) que ficavam lá por quase um mês.

Boas lembranças aquelas!

Um grande abraço, Renato Guimarães.

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